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Redução da Maioridade Penal - A Moda da Vez

Salve senhores, cá estou novamente. Hoje gostaria apenas de lhes deixar uma nota de reflexão. Serei o mais breve possível.

Todos vêm acompanhando o caso do garoto que foi arrastado por sete quilômetros por assaltantes aqui no Rio. É no mínimo um caso chocante, certamente. Porém, muito escândalo tem sido feito a respeito. A mídia “urubu” de nosso país pairou sobre a carcaça desse garoto por várias semanas, se aproveitando de uma tragédia que sensibilizasse a população para satisfazer os interesses aos quais ela própria se curva.

Desde a morte desse garoto, muita gente fala em redução da maioridade penal. Nosso governador, Cabral, fala que “O Rio é um caso a parte. Estados assim devem ter autonomia para legislar em matéria penal”.

Pois muito me revolta saber que, como por um passe de mágica, um homicídio, por mais brutal e hediondo que seja, baste para convencer um povo de que devemos alterar nossa constituição. Menores vivem nas ruas de nosso país há anos, muitos deles assaltam, matam, há muito tempo. O que esse garoto tinha de especial, para que a morte dele justifique isso? Será que era o garoto que tinha algo de especial? Aristóteles dizia que a democracia era fraca porque o povo não servia para governar por ser facilmente manipulável. Isso está mais do que provado, embora eu defenda a democracia.

Me recuso a comentar o comentário do Cabral. Se o Rio é um caso a parte por ser violento, peço que me apontem qual Estado não é um caso a parte.

Penúltimo comentário: depois que esse garoto morreu, um outro, na baixada fluminense, tomou um tiro na cabeça enquanto comprava chicletes. Estranho ninguém saber desse caso não? Será que esse garoto era gente? Será que ele existia?

Último comentário: a expressão “chacina da candelária” lembra alguma coisa a alguém? Pois tratou-se de um evento no qual policiais mataram a tiros 8 crianças (e feriram dezenas de outras) enquanto elas dormiam na rua. Ninguém mais se lembra. Essas crianças eram seres humanos? Eles existiam?

Enfim, foi apenas um alerta praqueles ardorosos defensores da redução da maioridade penal, quer dizer, dos ardorosos telespectadores do Jornal Nacional.

Até.

PS: Sou a favor da redução da maioridade penal, não da manipulação do público.

eh....primeiramente quero parabenizar o autor por mais um excelente texto...depois, frisar que estamos fazendo o impossível, repito o impossível, para reduzir a violência no brasil. porém isso não pode ser feito sem antes pensarmos numa forma de desenvolvimento sustentável para a nação. não podemos nessa busca incessante pelo combate a violência esquecermos que estamos lidando com outras crianças. sim..as que cometem os crimes também são crianças. mas são crianças que nunca tiveram a oportunidade de frequentar uma boa escola, de acordar pela manha e ter sequer um pedaço de pão e uma xícara de café para desjejuar. sim, são essas crianças que merecem nossa atenção. reduzir a maioridade penal não é a solução do problema. a educação sim. esa sim pode tirar milhões de jovens da miséria e da violência e dá-los a oportunidade de sonhar com um futuro melhor.
atenciosamente
Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República

Muito bem lembrado caro Carlos. Acho que deva-se reduzir a maioridade por opiniões pessoais. Não acho que isso resolva a situação de maneira alguma. Reduzir a maioridade a essa altura apenas pioraria a superlotação das cadeias.

Mas um sujeito com 16 anos já é capaz de responder pelos próprios atos a ponto de ser penalmente imputável? Certamente sim.

Ótimo texto. Aquele tom irônico em palavras de quem parece estar cansado e meio desiludido pela situação. Ficou massa.

Abraço

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