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Copa da Globalização


Aproveitando o clima de copa do mundo, imagine-se você técnico da seleção brasileira, na copa da globalização, perdendo de 5x0. Você reúne a comissão técnica para discutir os problemas e assim criar soluções para resolvê-los. A primeira opção seria adotar uma postura ofensiva, partindo pra cima, incentivar a indústria brasileira a adotar programas de qualidade e produtividade, apoiar as exportações, investir em tecnologia e aumentar a competitividade. Mas isso é o que o governo brasileiro vem fazendo desde a década de 50, sem sucesso visivelmente! A segunda opção seria embolar o meio de campo, tentando provocar a expulsão do adversário e assim provavelmente anular o jogo, isso se os adversários fossem grandes como ALCA e FMI, afinal são eles quem ditam as regras do jogo! A terceira opção seria “jogar à italiana”, ficar tocando a bola na defesa, sem nenhum interesse em sair do jogo, voltando à atenção principalmente para o mercado interno, o que desligaria o país do mundo global.
O maior problema de tudo isso, é que tentamos resolver os problemas imediatamente sem saber realmente o motivo de o problema não ter solução. Talvez o maior problema seja que jogamos um jogo, cujas regras foram escritas pelos próprios adversários. Esses jogos são ganhos muitos antes de entrar em campo, nos intensos treinos, na organização e na administração do time. Ou seja, o Brasil entra em campo muito tempo depois de o jogo ter começado! Precisamos nos preparar para o próximo jogo internacional, para as regras que estão por vir e, se possível, criar nossos próprios jogos com regras escritas por nós. De primeira vista, isso parece um tanto quanto óbvio, mas nunca foi feito anteriormente. Estamos sempre bitolados em corrigir erros cometidos no passado, e não nos preocupamos com o futuro. Os políticos e a mídia só ouvem as coisas do presente, não procuram saber a visão de um profissional com pensamento futurista. Futuro, por definição, não é notícia porque ainda não aconteceu.
Tendo em vista isso, a pergunta que deveríamos fazer é “Qual será o próximo jogo internacional?”.
Uma série de fatores seria necessária para responder a essa questão, talvez uma breve análise de tudo fosse capaz de, pelo menos, levantar uma breve hipótese sobre um tópico que nos levaria a resposta. Como essa análise ocuparia um tanto quanto de tempo e espaço, deixo apenas a idéia de pensar mais no futuro do que viver apenas no “Carpe Diem”. Claro que também não devemos apenas pensar no futuro, pois não adianta de nada perder a saúde enquanto tem, para juntar dinheiro, e depois gastar o dinheiro acumulado para recuperá-la. E de nada adianta também viver pensando no futuro, sem viver o presente, de modo que no fim das contas não se vive nem o presente nem o futuro.

legal essa analogia. o problema do brasil é o mesmo da seleção. muitos talentos isolados. ninguém quer se ajudar e isso complica muito a situação...

prabéns pelo texto. bem bacana mesmo, pra dá um toque na galera que só pensa em copa, copa, copa, hexa, copa, hexa

cara..acho q a soluçao eh tirar o adriano e colocar o junim pernambucano empurrando o gaucho pra frente..o proximo jogo eh contra a frança doidao...vai ser alienado..nem sabe o dia do jogo cara?!
p.s.:prefiro cicinho e gilberto...
fora cafú e robertão...

concordo com o cadu no que diz respeito à seleção, e com o superjg no que diz respeito ao texto.. mas gostar de futebol (e eu sou fanático) não é sinônimo de alienação..

adorei o texto!!!! um mar de metáforas loucas!!!!!! muito show!!!!!!

concordo com rafael em concordar com os outros e também na parte da alienação...

ps - tem dedo meu nesse texto, isso faz eu me sentir mto phoda!

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