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O samba morreu?

Salgueiro de coração, sempre fui um grande apreciador do samba e do carnaval. Consigo gostar até de algumas vertentes mais criticadas pelos verdadeiros conhecedores do samba, como o pagode, por exemplo. Sempre acreditei que o samba era uma paixão nacional, comparável ao futebol, à cerveja e às mulheres. Ledo engano. Começo a perceber que se o samba ainda não morreu, está em coma na UTI musical, e sua situação é grave.

Ninguém mais ouve samba. Ninguém mais conhece samba. Descobri isso por acaso: perguntei a um amigo (uma pessoa culta, distinta) se ele gostava de alguns sambistas contemporâneos. Citei alguns nomes importantes, como Jorge Aragão, Fundo de Quintal, Zeca Pagodinho, Exaltasamba e até alguns mais alternativos: Inimigos da HP, Alcione, etc. Surpreendeu-me ouvir que ele sequer conhecia as músicas desses artistas. Conhecia os nomes, mas não as músicas. Uma ou outra do Zeca Pagodinho, nada mais.

Depois desse acontecido, resolvi consultar se isso só acontecia com ele ou se era algo generalizado. Sim, como vocês já esperam, é algo generalizado. Ninguém conhece muitas músicas desses artistas, ninguém conhece mais os sambas. No máximo um "pagodinho" (o que é tratado como "pagodinho" são grupos como Os Travessos, Só pra Contrariar, Molejo, e afins).

Se ninguém conhecia os sambistas atuais, que dizer dos clássicos? Cartola, Orestes Barbosa, Jackson do Pandeiro. Cheguei a ouvir que "Cartola" é um nome curioso para um grupo de samba. É, o samba está muito doente.

Carnaval hoje em dia é assim: na Bahia toca-se axé, em Pernambuco toca-se frevo, no sudeste como um todo ou toca-se música eletrônica ou axé. No próprio Rio de Janeiro não se vê muito samba fora da Marquês de Sapucaí. E com isso morre um belo pedaço da cultura brasileira: a cultura dos malandros, galanteadores baratos de gafieira. Aquela raça que sabia conquistar a simpatia de qualquer pessoa com meia dúzia de palavras.

Não, não dá pra acreditar que vamos perder o samba. Seria como perder a cerveja nos fins de semana! Ou ser privado de assistir aos jogos do mengão! Assim como o de Alcione, esse é meu pedido final: não deixem o samba morrer, não deixem o samba acabar!

Ou será que ele já morreu?

Samba. Eu gosto de samba. Mas samba de RAIZ.
Não essas derivações modernas que existem por aí e que derivaram ao pagode, axé e a modinha do "calypso".

Samba da forma simples, com letras espirituosas, porém engraçadas e do simples dueto de pandeiro e cavaquinho. E eu tenho só 19 anos. Música boa não tem época; são os gostos ruins que imperam sobre os bons. ;)

Ótimo post Rafael! Vou continuar frequentando seu blog! Abraços!

Axé e Calypso não é samba. Aliás, Calypso não é nada. Calypso é a merda que surgiu do Pará e só por isso tem que ser prestigiada no cenário nacional pela grande mídia, porque se não é preconceito contra o norte do país.

Valeu pelos elogios aí.

Ficamos agora aguardando nosso querido amigo Cadu pra fazer um post sobre o bom e velho rock 'n roll.

Pra quem gosta de samba, vale a pena dar uma passada aos sábados no Centro Cultural Carioca e curtir o Sururu na Roda. Essa dica não é nova mas é boa. É p/ qualquer idade (disfarçando quando for menor).
Agora, sobre Calypso, axé e outros lembra discussão de um blog associado ao de vocês sobre a influência da mídia na sociedade versus a sociedade que faz a mídia.
Viva a diferença!
Marcia

Um dia uma amiga me chamou pra um "Sururu na Roda". Respondi: "Não posso, obrigado, já sou comprometido.".

Enfim, concordo com o Rafael. Mas não apenas "concordo". Tenho todo um posicionamento a respeito que espera pelo momento propício para ser exposto.

Até lá, fico por aqui.

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